"O mais importante da aposta nos automóveis eléctricos é saber se Portugal está na primeira linha dessas mudanças tecnológicas ou se espera, como esperou tantas vezes que a mudança viesse ter connosco", afirmou o primeiro-ministro, na sessão em que 21 municípios subscreveram o lançamento da rede nacional de carregamento de baterias para veículos eléctricos."Queremos que Portugal esteja na linha da frente da mudança tecnológica que está em curso na área da energia e dos veículos eléctricos. Esta escolha permite tornar Portugal mais independente e mais autónomo do petróleo, mas também quer ter um ambiente melhor e dar um contributo para a redução das emissões de gases com efeito de estufa", acrescentou.
Os municípios que assinaram o compromisso para o desenvolvimento de pontos de carregamento de baterias de veículos eléctricos foram: Lisboa, Porto, Coimbra, Sintra, Vila Nova de Gaia, Loures, Cascais, Almada, Braga, Guimarães, Leiria, Setúbal, Viana do Castelo, Aveiro, Torres Vedras, Santarém, Faro, Évora, Beja, Castelo Branco e Guarda. A rede piloto terá cem pontos de carregamento ainda em 2009 e cerca de 1300 em 2011, instalados em parques de estacionamento públicos, centros comerciais, bombas de gasolina, hotéis, aeroportos, garagens particulares e vias públicas.
José Sócrates afirmou que o desenvolvimento da rede de mobilidade eléctrica "corresponde a uma escolha do Governo e a uma opção política". "Todos os que estamos nesta sala já passaram por três choques petrolíferos. Durante muitos anos assistimos ao diagnóstico que esses choques originavam, mas é agora altura de fazermos alguma coisa. Não quero ser de uma geração que passou por esses choques petrolíferos e não fez a aposta consequente com a consciência que todos temos que alguma coisa tem de mudar", disse.
O primeiro-ministro referiu ainda que "quando o veículo eléctrico for adoptado nas cidades, estou certo que se produzirá uma redução do barulho e uma melhor qualidade de vida. Quando as cidades experimentarem viver com veículos eléctricos, sem emissões e sem barulho, jamais quererão voltar para trás".
Jorge Seguro Sanches
Deputado do PS
Acção Socialista, 14 de Julho de 2009
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